Lançamento de disco: inspire-se em 6 cases de sucesso

A indústria musical é bastante disputada, por isso, os artistas ficam muito ansiosos sobre como será o seu lançamento de disco. Alguns deles têm potencial claro de sucesso, mas outros são surpresas totalmente inesperadas e deixam seus autores famosos em questão de meses. Ainda não existe uma fórmula para que um álbum seja bem-sucedido, só sabemos que alguns se tornaram fenômenos mundiais e venderam milhões de cópias.

Veremos agora uma lista com casos de lançamento de disco que foram grandes sucessos. Confira!

1. Michael Jackson – “Thriller”

Apesar de ser o sexto disco da carreira solo de Michael Jackson, esse foi o que fez do cantor um ícone mundial. Após sair do grupo formado com seus irmãos, o “The Jackson 5”, Michael lutava para se afirmar e seu sucesso ainda não era definitivo. Então, o disco foi lançado em novembro de 1982, vendeu 65 milhões de cópias e fez o artista se tornar um recordista ao ganhar oito prêmios Grammy, o mais importante da música.

2. Padre Marcelo Rossi – “Músicas para louvar o Senhor”

Fazendo jus ao título de “país mais católico do mundo”, um dos discos mais vendidos do Brasil é de um padre. Esse disco, lançado em 1998, vendeu cerca de 3 milhões de cópias e, apesar de não chegar perto dos números americanos, é uma grande vendagem no nosso país. Padre Marcelo, que já gostava de cantar e faz parte do “Movimento Renovação Carismática Católica”, começou a se apresentar na igreja e depois em programas de auditório, até que lançou seu disco e se tornou uma estrela entre todas as idades.

3. Sex Pistols – “Never mind the bollocks”

No fim da década de 1970, o mundo estava saturado dos hippies e do velho rock and roll, foi então, que surgiram os punks na Inglaterra. Com sua fúria sonora e letras mais do que críticas, os Sex Pistols rapidamente se destacaram na cena musical de Londres e logo lançaram o primeiro disco em 1977. Apesar de ter demorado 15 anos para vender mais de um milhão de cópias, esse álbum é um dos maiores lançamentos de todos os tempos.

4. AC/DC – “Back in Black”

Essa banda já era bastante conhecida na sua terra natal, a Austrália, e tinha diversos discos vendidos. Porém, esse álbum foi o que apresentou o AC/DC para o mundo. Lançado em 1980, após a morte de seu carismático vocalista, Bon Scott, o grupo estava em uma fase difícil e lançou o primeiro disco com o substituto. Apesar disso, Back in Black foi um enorme sucesso que vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo todo.

5. Xuxa – “Xou da Xuxa 3”

Outro recordista brasileiro que também foge dos estereótipos. Cantando músicas infantis, Xuxa lançou, em 1988, seu terceiro disco e, de fato, se tornou a “Rainha dos Baixinhos”, como ficou conhecida. O álbum, que contém o hit “Ilariê”, vendeu aproximadamente três milhões de cópias e está no TOP 10 dos mais vendidos no nosso país. Também, foi sucesso em muitos países latino-americanos com a versão em espanhol.

6. Pink Floyd – “The Dark Side of the Moon”

Um dos álbuns mais famosos da história da música e, mesmo após 20 anos do seu lançamento, ainda era um dos 100 discos mais vendidos todos os anos. Ele também não foi o primeiro da banda, mas, com certeza, foi o que trouxe o estrelato para o grupo. Lançado em 1973, The Dark Side of the Moon tem sonoridades bem diferentes, inovou em efeitos especiais e vendeu mais de 50 milhões de cópias.

Muitos lançamentos de disco foram marcantes para a indústria musical, os artistas e ainda mais para os fãs. Eles têm estilos e musicalidades diversas, mas isso prova que é possível ser sucesso com qualquer tipo de música. Por isso, não devemos tentar criar fórmulas, mas sim, fazer um trabalho original, que agrade aos autores e, principalmente, o público.

E ai, você conhece algum outro disco de sucesso que deveria estar na lista? Tem alguma informação a mais sobre eles? Deixe seu comentário e participe dessa conversa!

A história da indústria musical brasileira: resumo

 

A indústria musical se modificou bastante nos últimos anos, em pouco tempo, as gravadoras perderam poder e os artistas estão usando alternativas mais diretas para distribuir seus trabalhos.

No mundo inteiro, pessoas conseguiram emplacar carreiras de sucesso pela internet. Enquanto isso, as corporações buscaram outras maneiras de interagir com os músicos, como investimentos em marketing e estrutura de shows.

Contudo, antes de o nosso mercado fonográfico ficar tão desenvolvido e ter suas estruturas balançadas pela web, outras maneiras e tecnologias eram usadas para produzir e ouvir música.

Confira agora um resumo da trajetória da indústria musical brasileira.

Da era dos concertos ao auge do rádio

Em 1900, foi montado o primeiro estúdio de gravação do país, A Casa Edison, com um fonógrafo trazido por Frederico Figner, que também construiu em 1913 a Odeon, primeira fabricante de discos brasileira. Isso revolucionou a forma de se consumir música, que antes só poderia ser apreciada ao vivo.

Além da Odeon, outras três grandes empresas marcaram o mercado fonográfico: Columbia, RCA Victor e Rozenblit. Depois, com a era do rádio, aumentou bastante a quantidade de compositores, músicos e também de público, assim iniciou-se a consolidação do negócio da música no Brasil. Os grandes nomes da época foram muitos, mas podemos destacar Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Ângela Maria, Dalva de Oliveira e  Cauby Peixoto.

Do som para a imagem

Com o lançamento do LP na década de 1950, ouvir discos em casa se tornou mais vantajoso. Os preços dos aparelhos caíram e as vendas estouraram. Uma leva de artistas e gêneros surgiram, como Bossa-nova, Tropicália, Jovem Guarda, MPB e Rock.

As antigas gravadoras cederam lugar às novas e, no início dos anos 1970, a líder era a Phonogram, dirigida por André Midani, que 1976 ajudou a fundar a Warner do Brasil, outra grande corporação do ramo.

A partir da década de 80, outra revolução tecnológica apareceu para mudar o jeito como as pessoas ouviam música, o CD. Menor, com capacidade e qualidade maiores, aos poucos, ele foi matando o LP e ditando o fim de um era.

Por volta desse período também surgiu outra inovação, o videoclipe, que mudou a forma dos artistas apresentarem seu trabalho, pois, além da música, era preciso pensar na imagem.

Da TV para a internet

A MTV, em especial, foi grande responsável por popularizar a cultura dos clipes. Nesse período o pop era o gênero dominante da indústria mundial, logo, nos anos 80 e 90, os brasileiros foram recebendo influências dessa mistura de estilos e batidas dançantes.

Além disso, apareceram muitas atrações com temas regionais e que dominaram a cena. Desde duplas sertanejas, bandas de pagode, axé e cantores de MPB. Nos anos 2000, a indústria foi dando atenção para grupos de funk, rap, forró eletrônico e tecnobrega, principalmente os que surgiram nas comunidades carentes do país.

Nesse momento também surgiu o MP3, que deixou a indústria fonográfica, principalmente as gravadoras, de cabeça para baixo. Os modelos de negócio tiveram que ser mudados, assim como, mais uma vez, a maneira de escutar música.

Hoje, muito da MPB foi misturada com pop nacional e internacional, os artistas mais famosos passeiam por diferentes estilos para agradar o público. Com a chegada do Youtube e do streaming, qualquer pessoa pode expor seus talentos e, quem sabe, conseguir fãs e ter uma carreira de sucesso, como muitos MC’s, cantores e bandas estão demonstrando.

A indústria musical brasileira mudou muito desde sua fundação, isso é algo normal no desenvolvimento da sociedade. Uma coisa que podemos afirmar, é que não sabemos como será o futuro desse negócio, que parece ter vida própria e evolui naturalmente.