A história da indústria musical brasileira: resumo

 

A indústria musical se modificou bastante nos últimos anos, em pouco tempo, as gravadoras perderam poder e os artistas estão usando alternativas mais diretas para distribuir seus trabalhos.

No mundo inteiro, pessoas conseguiram emplacar carreiras de sucesso pela internet. Enquanto isso, as corporações buscaram outras maneiras de interagir com os músicos, como investimentos em marketing e estrutura de shows.

Contudo, antes de o nosso mercado fonográfico ficar tão desenvolvido e ter suas estruturas balançadas pela web, outras maneiras e tecnologias eram usadas para produzir e ouvir música.

Confira agora um resumo da trajetória da indústria musical brasileira.

Da era dos concertos ao auge do rádio

Em 1900, foi montado o primeiro estúdio de gravação do país, A Casa Edison, com um fonógrafo trazido por Frederico Figner, que também construiu em 1913 a Odeon, primeira fabricante de discos brasileira. Isso revolucionou a forma de se consumir música, que antes só poderia ser apreciada ao vivo.

Além da Odeon, outras três grandes empresas marcaram o mercado fonográfico: Columbia, RCA Victor e Rozenblit. Depois, com a era do rádio, aumentou bastante a quantidade de compositores, músicos e também de público, assim iniciou-se a consolidação do negócio da música no Brasil. Os grandes nomes da época foram muitos, mas podemos destacar Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Ângela Maria, Dalva de Oliveira e  Cauby Peixoto.

Do som para a imagem

Com o lançamento do LP na década de 1950, ouvir discos em casa se tornou mais vantajoso. Os preços dos aparelhos caíram e as vendas estouraram. Uma leva de artistas e gêneros surgiram, como Bossa-nova, Tropicália, Jovem Guarda, MPB e Rock.

As antigas gravadoras cederam lugar às novas e, no início dos anos 1970, a líder era a Phonogram, dirigida por André Midani, que 1976 ajudou a fundar a Warner do Brasil, outra grande corporação do ramo.

A partir da década de 80, outra revolução tecnológica apareceu para mudar o jeito como as pessoas ouviam música, o CD. Menor, com capacidade e qualidade maiores, aos poucos, ele foi matando o LP e ditando o fim de um era.

Por volta desse período também surgiu outra inovação, o videoclipe, que mudou a forma dos artistas apresentarem seu trabalho, pois, além da música, era preciso pensar na imagem.

Da TV para a internet

A MTV, em especial, foi grande responsável por popularizar a cultura dos clipes. Nesse período o pop era o gênero dominante da indústria mundial, logo, nos anos 80 e 90, os brasileiros foram recebendo influências dessa mistura de estilos e batidas dançantes.

Além disso, apareceram muitas atrações com temas regionais e que dominaram a cena. Desde duplas sertanejas, bandas de pagode, axé e cantores de MPB. Nos anos 2000, a indústria foi dando atenção para grupos de funk, rap, forró eletrônico e tecnobrega, principalmente os que surgiram nas comunidades carentes do país.

Nesse momento também surgiu o MP3, que deixou a indústria fonográfica, principalmente as gravadoras, de cabeça para baixo. Os modelos de negócio tiveram que ser mudados, assim como, mais uma vez, a maneira de escutar música.

Hoje, muito da MPB foi misturada com pop nacional e internacional, os artistas mais famosos passeiam por diferentes estilos para agradar o público. Com a chegada do Youtube e do streaming, qualquer pessoa pode expor seus talentos e, quem sabe, conseguir fãs e ter uma carreira de sucesso, como muitos MC’s, cantores e bandas estão demonstrando.

A indústria musical brasileira mudou muito desde sua fundação, isso é algo normal no desenvolvimento da sociedade. Uma coisa que podemos afirmar, é que não sabemos como será o futuro desse negócio, que parece ter vida própria e evolui naturalmente.